    Dicionrio Bsico Porturio

    Realizao
    Assessoria de Comunicao da Administrao dos
    Portos de Paranagu e Antonina (Appa)

    Coordenao Editorial
    Carolina Cattani

    Pesquisa e Edio de Textos
    Carolina Cattani
    Smar Razzak
    Kelly Frizzo

    Edio de arte e produo grfica
    Smar Razzak

    Diagramao
    Smar Razzak

    Fotos
    Rodrigo Leal/Appa

    Capa e contracapa:
    Cais pblico do Porto de Paranagu

    Tiragem:
    1.500




                    Novembro de 2008
                www.portosdoparana.pr.gov.br



2
APREsEnTAo




S   egundo o MDE, o RO-RO anunciado atraca no bero 8 e talha em dois
    turnos. A frase, comum para quem atua no sistema porturio,  um enig-
ma para quem no trabalha em portos. Mais do que qualquer outra rea, a
atividade porturia tem seu vocabulrio prprio, com termos s aprendidos
na beira do cais.

No entanto, os jornalistas que atuam na cobertura dos portos precisam
entender o que acontece para poder passar a informao de forma correta
e clara. Foi principalmente pensando nas dificuldades que os colegas tm na
abordagem de temas relacionados a portos que surgiu a idia do Dicionrio
Bsico Porturio.

Em princpio, ele foi produzido e distribudo aos jornalistas que participaram
dos seminrios que a Assessoria de Comunicao da Appa
promoveu em 2007 e 2008. Depois, foi disponibilizado em arquivo digital na
internet.

E foi quando descobrimos que o que era para ser um auxlio aos profissio-
nais de imprensa, tornou-se fonte de consulta de estudantes, advogados,
engenheiros e todas as pessoas que por algum momento se viram envolvi-
das na atividade porturia.

Esta  a primeira edio, que est aberta a contribuies e novos verbetes
que certamente surgiro!




Equipe da Assessoria de Comunicao da Appa




                                                                                 3
Ao ex-superintendente Eduardo Requio, pelo
 apoio e incentivo s idias e aos projetos da
        Assessoria de Comunicao da Appa.
A
    ABALRoAo
    Na terminologia martima geral, significa qualquer choque entre duas embar-
    caes

    ABRATEC
    Associao Brasileira dos Terminais de Contineres de Uso Pblico (www.
    abratec-terminais.org.br).

    ACiAP
    Associao Comercial, Industrial e Agrcola de Paranagu (www.aciap.com.br).

    ACosTAR
    Diz-se quando uma embarcao se aproxima de uma costa; navegar junto 
    costa. 2. Encostar o barco no cais ou em outra embarcao.

    ADERnAR
    Ato ou efeito de inclinar uma embarcao para um dos seus bordos, ficando
    um lado submerso.

    ADERnAMEnTo
    Diz-se da inclinao de um navio para um dos seus bordos. O mesmo que
    banda.

    ADoRnAR
    Diz-se da inclinao do navio a sotavento (SV) pela fora do vento ou desloca-
    o de peso.

    ADUAnA
    O mesmo que alfndega.

    ADUAnEiRo
    De, ou relativo  aduana ou alfndega. Diz-se do imposto devido pela impor-
    tao de mercadorias.  o chamado imposto aduaneiro ou alfandegrio.

    ALFnDEGA
    Repartio federal instalada nos portos de entrada no pas, onde se deposi-
    tam mercadorias importadas e se examinam as bagagens de passageiros que
    esto em trnsito para o exterior ou chegam ao pas.

    AFRETADoR
    Diz-se daquele que tem a posse de uma embarcao a frete, no sentido de
    aluguel, no todo ou em parte, com a finalidade de transportar mercadorias,
    pessoas ou coisas. No se deve confundir com fretador, que  a pessoa que



8
d a embarcao a frete. Na maioria das vezes, o fretador  o prprio proprie-
trio.

AGEnTE MARTiMo
 a pessoa jurdica que responde por todos os atos originrios de um de-
terminado navio.  o representante do armador, que  o dono do navio. O
agente martimo assina termos de responsabilidade e providencia os regis-
tros necessrios antes da embarcao atracar no porto. O agente responde
pelas condies do navio, problemas com a tripulao, acidentes, embarque
e desembarque das cargas e emite  Alfndega todas as informaes sobre a
embarcao.

AGEnTE DE nAVEGAo
Diz-se daquele que representa legalmente uma empresa de navegao e goza
do privilgio para solicitar os vrios servios porturios dentro das diversas
modalidades do sistema e de servios de outra natureza.

GUA DE LAsTRo
Recurso usado pelas embarcaes, que por meio de tanques especficos arma-
zenam gua para manter a estabilidade de seus navios, adequando estes 
disposio das cargas.

LCooL CARBURAnTE
Combustvel alternativo e renovvel, que substitui combustveis fosseis. Os
carros movidos a lcool e a mistura de lcool  gasolina reduzem os nveis de
poluio ambiental nas grandes cidades.

AnCoRAGEM
Denominam-se os impostos ou taxas pagos pelos navios ou embarcaes por
motivo de sua estadia ou permanncia no ancoradouro.

AnCoRAR
Ao de largar a ncora ao fundo, a fim de manter a embarcao parada.

AnTAQ
Agncia Nacional de Transportes Aquavirios. Foi criada pela Lei n 10.233, de
5 de junho de 2001.  uma agncia reguladora, vinculada ao Ministrio dos
Transportes. Tem por finalidade regular, supervisionar e fiscalizar as atividades
de prestao de servios de transporte aquavirio e de explorao da infra-
estrutura porturia e aquaviria, harmonizando os interesses do usurio com
os das empresas prestadoras de servio, preservando o interesse pblico.




                                                                                    9
     APPA
     Administrao dos Portos de Paranagu e Antonina. Autarquia da Secreta-
     ria de Estado dos Transportes que administra os dois portos e tem sede em
     Paranagu.

     REA PRiMRiA (ZonA PRiMRiA)
      a rea que compreende as faixas internas de portos e aeroportos, recintos
     alfandegados e locais habilitados na fronteira terrestre, alm de outras reas
     nas quais so efetuadas operaes de carga e descarga de mercadorias, sob
     controle aduaneiro, procedentes ou destinadas ao exterior.
     Por recintos alfandegados entendam-se os ptios, armazns, terminais e ou-
     tros locais destinados  movimentao e ao depsito de mercadorias.

     ARMADoR
     Denomina-se aquele que fsica ou juridicamente, com recursos prprios, equi-
     pa, mantm e explora comercialmente as embarcaes mercantis. E a empre-
     sa proprietria do navio que tem como objetivo transportar mercadorias.

     ARMAZM ALFAnDEGADo
     Armazm prprio para receber a carga estrangeira.

     ARRAis
      o mestre de uma embarcao de pequena tonelagem.

     ARRAis AMADoR
      a pessoa maior de 16 anos, habilitada a conduzir embarcaes a vela e a
     motor, de esporte e recreio, dentro dos limites de determinada baa, enseada,
     porto, rio ou lagos, conforme determinao legal.

     ARREnDAMEnTo
      uma forma de privativao da atividade porturia. A Lei 8630 define o que a
     autoridade vai poder explorar.

     ARRUMAo
     Modo de arrumar de maneira metdica a carga que vai ser transportada em
     um navio, o qual obedece a normas especiais contidas na lei comercial. A
     arrumao  de grande importncia para a estabilidade da embarcao e para
     evitar a ocorrncia de avarias.

     ARRUMADoR
     Profissional que trabalha fora do navio. Faz a lingada (engate da mercadoria
     a ser iada pelo guindaste) e tambm traz os automveis (que sero embar-
     cados) at o navio.



10
ATRACAo
Ato ou efeito de um navio atracar num porto ou terminal privativo, a fim de
realizar a operao de carregamento e descarregamento de mercadoria

AUTARQUiA
O servio autnomo, criado por lei, com personalidade jurdica, patrimnio e
receita prprios para executar as atividades tpicas da Administrao Pblica,
que requeiram, para seu melhor funcionamento, gesto administrativa e finan-
ceira descentralizada.
AUToRiZAo
 concedida aos terminais de uso privativo e a Antaq autoriza a operao fora
das reas organizadas dos portos.

AUToRiDADE PoRTURiA
 a administrao de um porto exercida diretamente pela Unio ou pela
entidade concessionria do porto organizado. De acordo com a Lei 8630/93,
compete  Administrao do Porto, dentro dos limites da rea do porto, entre
outros: pr-qualificar os operadores porturios; fixar os valores e arrecadar
a tarifa porturia; fiscalizar a execuo ou executar as obras de construo,
reforma, ampliao, melhoramento e conservao das instalaes porturias,
e estabelecer o horrio de funcionamento no porto, bem como as jornadas de
trabalho no cais de uso pblico.

AVARiA
Prejuzos e danos causados aos navios e mercadorias, por violncia, choque
ou outras causas diversas.




                                                                                 11
B
     BACiA DE EVoLUo
     rea fronteiria s instalaes de acostagem, reservada para as evolues
     necessrias s operaes de atracao e desatracao dos navios no porto.

     BAA
     Acidente geogrfico ou qualquer lugar cncavo do litoral onde se possa
     aportar.  de grande significao na organizao e instalao de um porto.

     BALAnA CoMERCiAL
     Resultado das exportaes e importaes realizadas por um pas. Quando
     as exportaes so maiores que as importaes registra-se um supervit na
     balana. O contrrio significa dficit.

     BALDEAo
     Refere-se  transferncia de mercadorias de um navio para outro, podendo
     utilizar ou no embarcaes auxiliares.

     BALsA
     Embarcao utilizada em rios e canais para o transporte de veculos e pesso-
     as.

     BARCAAs
     Embarcao, geralmente de madeira, podendo possuir ou no cobertura do-
     tada de velas e empregada para o transporte de cargas que se destinam aos
     navios ancorados no porto ou ainda a regies costeiras; pode ser movida a
     vela ou a vapor. O mesmo que alvarenga, batelo e chata.

     BATiMETRiA
     Determinao do relevo do fundo de uma rea ocenica e a representao
     grfica deste relevo.

     BEnCHMARK
     Termo utilizado no mercado financeiro para determinar um ndice que servir
     como parmetro para comparao de investimentos . Um fundo de aes,
     por exemplo, pode ter o Ibovespa como benchmark.

     BEnCHMARKinG
      a busca das melhores prticas na indstria que conduzem ao desempenho
     superior. O benchmarking  visto como um processo positivo e pr-ativo por
     meio do qual uma empresa examina como outra realiza uma funo especfi-
     ca a fim de melhorar como realizar a mesma ou uma funo semelhante.
      um processo gerencial permanente, que requer atualizao constante
     a coleta e anlise cuidadosa daquilo que h de melhor externamente em



14
prticas e desempenho para as funes de tomada de decises e de comuni-
caes em todos os nveis da empresa.

BERo
Ponto de atracao das embarcaes no cais. Em Paranagu, h 19 beros.
Em Antonina, trs.

BLoCAGEM oU BLoCK sTACKinG
Empilhamento simples sem uso de porta-paletes, no qual os paletes so
empilhados diretamente no cho.

BLoCo
Categoria profissional, no qual o trabalhador autnomo  responsvel pela
limpeza da faixa porturia.

BiA
Caixa oca e flutuante, presa ao fundo do mar, cujo interior geralmente  em
compartimentos estanques, oferecendo ao conjunto a necessria rigidez e
garantia de flutuabilidade. De acordo com a sua funo, diz-se bia de bali-
zamento ou bia de amarrao.
BoLsA DE MERCADoRiAs DE CHiCAGo
Chicago Board of Trade, responsvel pela cotao e comercializao de
commodities.

BoMBoRDo
Lado esquerdo do navio.

BoW THRUsT
Equipamento de um navio que dispensa o uso de rebocadores na atracao

BoX sHAPPED
Diz-se dos pores de certos navios, notadamente os multipurpouse (mul-
tipropsito), que tem capacidade para transportar quase todos os tipos de
cargas.

BREAK BULK
Expresso do transporte martimo que significa o transporte de carga solta
ou fracionadas. No terminal Ponta do Flix,  comum esse tipo de carga, que
segue principalmente para a Rssia.

BULK CARGo
Carga  granel, ou seja, sem embalagem.




                                                                               15
     BULK CARRiER
     Navio graneleiro, prprio para o transporte de cargas  granel.

     BULK ConTAinER
     Navio conteineiro, prprio para o transporte de cargas  granel.

     BULK sToRAGE
     Estocagem  granel.

     BUsCHEL
     Medida que equivale a 27,21 kg.

     BssoLA
     Instrumento de orientao da navegao martima ou area, que aponta
     permanentemente para o norte magntico, auxiliando o navegador a manter
     o rumo da embarcao.




16
C
     CABEo
     Coluna de ferro de altura reduzida encravada  beira do cais ou junto  bor-
     da de uma embarcao para nela se amarrar as cordas que mantm o navio
     atracado, junto ao cais.

     CABoTAGEM
     Navegao domstica (pela costa do pas).

     CBREA
     Tipo de pau-de-carga com grande capacidade de carga. Denomina
     tambm os guindastes flutuantes.

     CAis
     Parte do porto onde atracam as embarcaes. Em Paranagu existem os
     seguintes tipos de cais:
     cais dinamarqus
     cais de plataforma com enrocamentos (TCP)
     cortina atirantada (Sadia),
     plataforma sobre dolphings (Fospar, Cattalini, inflamveis, veculos).
     O cais do porto de Paranagu  pblico com exceo da Fospar e da Cattali-
     ni, que so privados.

     CALADo
     Profundidade em que cada navio est submerso na gua. Tecnicamente  a
     distncia da lmina de gua at a quilha do navio.

     CAnAL DE ACEsso
     Canal que liga o alto-mar com as instalaes porturias, podendo ser natural
     ou artificial. No caso dos portos paranaenses, h o Canal da Galheta.

     CAnAL DA GALHETA
     Barra de entrada aos portos do Paran, definido nas Cartas Nuticas de
     Marinha ns 1.821 e 1.822, com 150/200 metros de largura, 20 milhas de
     extenso e 11,30 metros de profundidade.

     CARGA FRiGoRiFiCADA
      a carga que necessita ser refrigerada para conservar as qualidades essen-
     ciais do produto durante o transporte, tais como frutas frescas e carnes.

     CARGA GERAL
      a carga embarcada e transportada com acondicionamento (embalagem de
     transporte ou unitizao), com marca de identificao e contagem de unida-
     des. Pode ser solta (sacarias, fardos, caixas de papelo e madeira, engrada-




18
dos, tambores, etc) ou unitizada (agrupamento de vrios itens, distintos ou
no, em unidades de transporte).

CARGA  GRAnEL
Tambm denominada de granis,  aquela que no  acondicionada em
qualquer tipo de embalagem. Os granis so cargas que necessitam ser
individualizadas, subdividindo-se em granis slidos e graneis lquidos. So
graneis slidos: os minrios de ferro, mangans, bauxita, carvo, sal, trigo,
soja, fertilizantes, etc. So granis lquidos: o petrleo e seus subprodutos,
leos vegetais, etc.

CARGA on LinE
Sistema de controle on line de caminhes de granis com destino aos ter-
minais pblicos e privados, alm de controle de programao de caminhes
por terminal. Desenvolvido pela Celepar em conjunto com a Administrao
dos Portos de Paranagu e Antonina (Appa).

CAnAL Do PAnAM
Canal artificial de aproximadamente 51 milhas de extenso, pelo qual os
navios vindos do Atlntico ou Mar do Caribe atingem o Oceano Pacfico ou
vice-versa.
Tm acesso ao Canal navios com as seguintes dimenses mximas:
Comprimento 294,1m; Largura 32,3m; Calado 12m; Calado Areo 57,91m
(medida entre linha d'gua e ponto de altura mxima do navio).

CAP
Conselho de Autoridade Porturia. Atua, juntamente com as Autoridades
Porturias, nas questes de desenvolvimento da atividade, promoo da
competio, proteo do meio ambiente e de formao dos preos dos servi-
os porturios e seu desempenho. Essa funo reguladora dos CAPs passou
a ser exercida com a Lei n 8.630/93.

CAPATAZiA
 o servio utilizado geralmente em portos e estaes/terminais ferrovirios,
onde profissionais autnomos, ligados a sindicatos ou de empresas particu-
lares, executam o trabalho de carregamento/ descarregamento, movimenta-
o e armazenagem de cargas.

CARGA PERiGosA
 a carga que, em virtude de sua natureza, pode provocar acidentes, da-
nificando outras cargas ou os meios de transporte e colocando em risco as
pessoas que a manipulam. Podem ser explosivos, gases, lquidos inflam-
veis, slidos inflamveis e semelhantes, substncias oxidantes e perxidos
orgnicos, substncias txicas (venenosas) e substncias infectantes, mate-



                                                                                 19
     riais radioativos, corrosivos e variedades de substncias perigosas diversas.

     CARGUEiRo
     O mesmo que navio de carga.

     CARTA nUTiCA
     Representao grfica das principais caractersticas de determinado trecho
     do mar, contendo o desenho do perfil da costa e de seus acidentes.

     CAPiTAniA Dos PoRTos
     rgo subordinado  Diretoria de Portos e Costas, do Ministrio da Marinha
     do Brasil, competindo-lhe a regulamentao de assuntos referentes  nave-
     gao, pesca, praias etc., com base no Regulamento do Trfego Martimo e
     nas convenes internacionais firmadas pelo pas.

     CEDA
     Centro de Excelncia em Defesa Ambiental. Criado em agosto de 2005, por
     meio de convnio entre a Appa e a Petrobrs tem entre seus principais obje-
     tivos: a preveno, a remediao, a pesquisa e o desenvolvimento de proce-
     dimentos ambientais, bem como a de garantir as relaes entre o porto e a
     comunidade, atravs de treinamentos, aes sociais, divulgao e educao
     ambiental permanente.

     CiPA
     Comisso Interna de Preveno de Acidentes. Comisso composta por repre-
     sentantes do empregador e dos empregados e tem como misso a preser-
     vao da sade e da integridade fsica dos trabalhadores e de todos aqueles
     que interagem com a empresa.

     CLAsPAR
     Empresa Paranaense de Classificao de Produtos. rgo vinculado  Secre-
     taria de Estado da Agricultura e do Abastecimento que faz, em Paranagu,
     a coleta e anlise de amostras de gros transportadas por vages ou cami-
     nhes.

     CLinTAGEM
     Sistema pelo qual vrios volumes so presos por meio de cintas, arames ou
     fitas, formando uma unidade de carga. Usada para tbuas de madeira, de
     compensado, fardos, amarrados, etc.

     CLUBE DE sERVios DE MEio AMBiEnTE
     Numa medida indita no Brasil, a Administrao dos Porto de Paranagu e
     Antonina (Appa) criou o Clube de Servios de Meio Ambiente, que tem sua



20
sede no Porto de Paranagu e atende no s a autarquia, mas aos demais
usurios dos terminais paranaenses interessados em aderir ao Clube, dessa
forma diluindo os custos e garantindo o cumprimento do Plano de Ajuda
Mtua (PAM). Entre as atribuies do Clube est o pronto atendimento a
emergncias ambientais  como derramamento de leo de navios  e aes
preventivas, como o tratamento de gua e sedimentos contidos nos tanques
de lastro dos navios, alm do manejo de pragas (pombos, roedores, etc).

CoMMoDiTiEs
Qualquer bem em estado bruto, geralmente de origem agropecuria ou
de extrao mineral ou vegetal, produzido em larga escala mundial e com
caractersticas fsicas homogneas, seja qual for a sua origem, geralmente
destinado ao comrcio externo.

CoMPAnHiA DoCAs
Companhias vinculadas ao governo federal por meio do Ministrio dos Trans-
portes para gesto dos portos ainda vinculados ao governo.

CoMPLEXo soJA
Entende-se pelo complexo o gro, o farelo e o leo de soja.

ConCEsso
Regulamentada pela LEI N 8.987,de 13 de fevereiro de 1995, que dispe
sobre o regime de concesso e permisso da prestao de servios pblicos
previsto no art. 175 da Constituio Federal. O Poder concedente (Unio)
outorga a explorao econmica do porto ao estado ou municpio por tempo
determinado podendo ser renovvel. Toda concesso ou permisso pres-
supe a prestao de servio adequado ao pleno atendimento dos usu-
rios, conforme estabelecido na lei, nas normas pertinentes e no respectivo
contrato.

ConFEREnTE
Profissional responsvel pela verificao de uma conta, de mercadorias,
dinheiro e outros valores no navio.

ConPoRTos
A Comisso Nacional de Segurana Pblica nos Portos, Terminais e Vias
Navegveis foi criada pelo Decreto 1.507 de 30 de maio 1995, alterado pelo
Decreto 1.972 de 30 de julho de 1996.
A Conportos  composta pelo Ministrio da Justia, Ministrio da Defesa,
representado pelo Comando da Marinha, Ministrio da Fazenda, Ministrio
das Relaes Exteriores e pelo Ministrio dos Transportes.
A Conportos conta em sua estrutura com 21 Comisses Estaduais de Segu-
rana Pblica nos Portos Terminais e Vias Navegveis  CESPORTOS.



                                                                             21
     ConsERTADoR
     Profissional responsvel pelo conserto da carga avariada dentro ou fora do
     navio.

     ConTinER
     Acessrio de embalagem, caracterizando-se por ser um contentor,
     grande caixa ou recipiente metlico no qual uma mercadoria  colocada
     (estufada ou ovada), aps o que o mesmo  fechado sob lacre (lacrado) e
     transportado no poro e/ou convs de um navio para ser aberto (desovado)
     no porto ou local de destino. Os tipos mais comuns so: Continer comum
      carga geral diversificadas (mixed general cargo), saco com caf (coffee
     bags); Continer tanque  produtos lquidos; Continer teto aberto (open
     top)  trigo, cimento; Continer frigorfico  produtos perecveis; Continer
     para automveis  automveis; Continer flexvel  Tambm conhecido
     como big bag, consiste em um saco resistente utilizado para acondiciona-
     mento de granis slidos; Continer flat rack  tipo de continer aberto,
     possuindo apenas paredes frontais, usado para cargas compridas ou de
     forma irregular, s quais, de outro modo, teriam de ser transportadas soltas
     em navios convencionais.
     So reutilizveis e possuem quatro tamanhos principais de 30, 25, 20 e 10
     toneladas.

     ConVs
     Estrutura que subdivide horizontalmente a embarcao. 2. O mais alto pa-
     vimento contnuo de uma embarcao, que se estende de popa a proa e de
     um bordo a outro.  tambm chamado de convs principal. Tambm conhe-
     cido como pavimento.

     CoRREDoR DE ConGELADos Do PARAn
     Infra-estrutura criada para aumentar as exportaes de carnes pelos por-
     tos paranaenses. Rene Ministrio da Agricultura e Pecuria, Administrao
     dos Portos de Paranagu e Antonina (Appa) e as empresas Terminal Ponta
     do Flix, Martini Meat, Standard Logstica, Amrica Latina Logstica (ALL),
     Terminal de Contineres de Paranagu (TCP) e Wilson, Sons.

     CoRREDoR DE EXPoRTAo
     O Corredor de Exportao  composto por um conglomerado de silos ho-
     rizontais e verticais, correias transportadoras, ship loaders, entre outros,
     dentro de reas e retroreas do porto, tem capacidade nominal de embar-
     que de 9 mil toneladas/hora. No Corredor de Exportao est o complexo
     graneleiro da Appa, composto por dois silos com capacidade total para 160
     mil toneladas e interligado a outros terminais privados e detm 80% do total
     do volume exportado pelo Porto. No Corredor de Exportao, onde atuam 11
     terminais graneleiros, a capacidade de recebimento de cargas  de 11,2 mil



22
toneladas/hora, a capacidade de ensilagem ultrapassa 1,2 milho de tonela-
das e a capacidade de embarque  de 14,7 mil toneladas/hora.

CoRTinA
Muro que resguarda o cais,  beira do mar.




                                                                             23
D
     DALA (CoRREiA TRAnsPoRTADoRA)
     Prancha larga para operaes de carga e descarga de mercadorias ou a
     conduo dos despejos dos navios.

     DEFEnsA
     Estrutura fixa ao cais utilizadas para absorver o impacto do navio.

     DELEGAo
     Regulamentada pela Lei n 9.277, de 10 de maio de 1996, que autoriza a
     Unio a delegar aos municpios, estados da Federao e ao Distrito Federal a
     administrao e explorao de rodovias e portos federais. Fica a Unio, por
     intermdio do Ministrio dos Transportes, autorizada a delegar, pelo prazo de
     at vinte e cinco anos, prorrogveis por at mais vinte e cinco, aos munic-
     pios, estados da Federao ou ao Distrito Federal, ou a consrcio entre eles,
     a administrao de portos sob sua responsabilidade ou sob a responsabilida-
     de das empresas por ela direta ou indiretamente controladas. A delegao
     ser formalizada mediante convnio.
     A administrao porturia representa os interesses federais, prestando con-
     tas ao delegante. A receita obtida atravs das tarifas porturias devero ser
     aplicadas aplicada em obras complementares, no melhoramento, na amplia-
     o de capacidade, na conservao e na sinalizao da rodovia em que for
     cobrada e nos trechos rodovirios que lhe do acesso ou nos portos que lhe
     derem origem.

     DEMURRAGE
     Sobreestadia. Multa determinada em contrato, a ser paga pelo contratante
     de um navio, quando este demora mais do que o acordado em contrato nos
     portos de embarque ou de descarga.

     DEsEMBARAo
     Ato ou efeito de legalmente retirar as cargas ou fazer sair os passageiros de
     uma embarcao ou qualquer outro veculo.

     DEsPACHAnTE
     Agente que trata do desembarao das mercadorias junto aos rgos alfan-
     degrios.

     DioXinA
     A dioxina  produzida principalmente ao se queimar produtos qumicos,
     como lixo plstico, borracha, pneus, pellets de carbono, solventes ou defen-
     sivos agrcolas, e podem tambm ser produzidas por reao qumica ou pelo
     calor. A dioxina  considerada hoje a mais violenta substncia criada pelo
     homem, com seu grau de periculosidade ultrapassando o urnio e o plut-
     nio.



26
DiQUE
Compartimento escavado junto a portos,  beira do mar, prprio para rece-
ber embarcaes que necessitam de limpeza ou reparao. 2. Construo
destinada a represar guas correntes.

DisTRiTo inDUsTRiAL ALFAnDEGADo
rea de 30 mil metros quadrados que ser formada na extremidade leste do
cais comercial do Porto de Paranagu para a instalao de 32 indstrias no-
poluentes. As empresas que se instalarem no Distrito tero facilidade como
iseno de impostos para produtos exportados e vantagens dos regimes
aduaneiros especiais previstos pela legislao. Em Antonina tambm ser
criado um Distrito com seis lotes.

DoLFin
Estrutura porturia situada em local de maior profundidade, com dimenses
capazes de receber embarcaes. Tal estrutura  independente da linha do
cais, que pode ser ou no dotada de plataforma de comprimento varivel e,
em geral, possui equipamentos.

DUTo
Tubulao que tem por finalidade conduzir vrios tipos de granis slidos,
lquidos ou gasosos: mineroduto - quando transporta minrios; oleoduto -
quando transporta leo; gasoduto - quando transporta gs.

DRAFT
Calado, a distncia graduada em metros ou ps. Medida da quilha do navio
 linha d`gua observada no momento de sua leitura. 2  capacidade de
imerso do casco do navio.

DRAGA
Embarcao apropriada que serve para limpar o fundo dos rios, mares, lagos
etc., de depsitos, entulhos, lama, lodo, etc, em guas pouco profundas, ou
para extrair quaisquer objetos que tenham submergido.

DRAGAGEM
Servio de escavao nos canais de acesso e reas de atracao dos portos
para manuteno (paga com recursos prprios) ou aumento da profundida-
de (paga com recursos federais).




                                                                               27
E
     EADi
     Estao Aduaneira Interior. Recinto alfandegado secundrio, de uso pblico,
     implantada em regies estratgicas do pas, com intuito de descongestionar
     as zonas primrias (Portos, Aeroportos e Fronteiras).

     ECLUsAs
     Repartimento em rio ou canal, com portas em cada extremidade, usado para
     elevar ou descer embarcaes de um nvel de gua a outro, a fim de
     facilitar-lhe ou mesmo possibilitar-lhe o acesso a determinados lugares.

     EMBARCAo
     Qualquer construo que se destina  navegao martima, fluvial ou la-
     custre. A embarcao  um navio, barco ou qualquer flutuante destinado 
     navegao.

     EnTREPosTo ADUAnEiRo
     Do francs entrepot, indica mais propriamente o armazm onde se deposi-
     tam as mercadorias em trnsito, baldeadas ou que vo ser reexportadas.

     EnsACADoR
     Profissional que trabalha na retrorea (fora da rea primria), movimentan-
     do as mercadorias dentro dos armazns.

     EPC
     Equipamento de Proteo Coletiva

     EPi
     Equipamento de Proteo Individual.

     EsCALA
     Diz-se da parada temporria de um navio durante uma viagem, a fim de
     efetuar embarque de passageiros ou operaes diversas.

     EsCoLA nAVAL
     rgo de ensino naval, pertencente  Marinha de Guerra, destinado a prepa-
     rar oficiais para a armada.

     EsCoTiLHA
     So aberturas nos conveses, por onde as cargas so arriadas e iadas.
     So as "tampas" dos pores. Geralmente, numera-se os pores de proa para
     popa.
     Assim poro n 1  o mais  proa, sendo seguido pelo poro n 2, e assim
     por diante.



30
EsTALEiRo
Lugar onde constroem-se ou consertam-se embarcaes.

EsTiBoRDo
Lado direito do navio.
EsTiVA
Todo o fundo interno de um navio, da proa  popa; a primeira camada de
carga que se coloca em um navio, geralmente, a mais pesada; contrapeso
que se pe no navio para equilibr-lo e no descair para o lado mais carre-
gado. 2. O servio de movimentao de mercadoria entre o poro do navio
e o convs, e vice-versa. Tal servio  realizado por profissional pertencente
ao Sindicato dos Estivadores.

EsTiVADoR
Profissional que trabalha na carga e descarga de navios; o que dirige a carga
e a descarga de navios por conta prpria ou de casa comercial.

EsTRADo oU "PALETE"
Acessrio de embalagem constituindo-se em tabuleiro de madeira, metal,
plstico ou outro material, com forma adequada para ser usada por empilha-
deira ou guindaste.

ETA
Expresso do transporte martimo, que significa dia da atracao (chegada).

ETs oU ETD
Expresso do transporte martimo, que significa dia da sada (zarpar).

EsTUFAGEM
Ato de carregar os contineres coma mercadoria a ser exportada.

EXPURGAR
 o desconto na produtividade. Desobrigao de cumprimento da movimen-
tao mnima. Ocorre quando chove, h greve, quebra algum equipamento
do porto ou h falta de energia. Baseado no artigo 56 da ordem se servio
004/05 da Appa)




                                                                                 31
F
     FAinA
     Designa um tipo especfico de movimentao de carga.

     FAiXA Do CAis
     Denomina-se o local adequado para receber a atracao de uma embarca-
     o.

     FCL
     Full Container Load ou Continer Completo.

     FCR
     Forwarder Certificate of Receipt ou Certificado de Recebimento do Agente de
     Transportes.

     FEEDER
     Servio martimo de alimentao do porto hub ou de distribuio das cargas
     nele concentradas. O termo feeder tambm pode se referir a um porto se-
     cundrio (alimentador ou distribuidor) em determinada rota. Cabe salientar
     que um porto pode ser hub para determinadas rotas de navegao e feeder
     para outras.

     FEEDER sHiP
     Navios de abastecimento.

     FERTiLiZAnTEs
     Fertilizantes ou adubos so compostos qumicos que visam suprir as defici-
     ncias em substncias vitais  sobrevivncia dos vegetais. So aplicados na
     agricultura com o intuito de melhorar a produo.
     O Porto de Paranagu  o maior importador de fertilizantes do Brasil. O
     produto chega ao porto ainda em estado bruto e precisa ser transformado
     em indstrias qumicas. Chegam pelo Porto fertilizantes como o NSK, triplo,
     sulfato, fosfato e uria.

     FEU
     Forty-foot equivalent unit. Nome dado a um continer de 40 ps.

     FoRMiGAs
     Trabalhador informal que varre resto de cargas dos vages de trens, de
     caminhes e da beira das estradas. De maneira lcita ou ilcita, utilizam-se
     deste material para sobreviver, revendendo para atravessadores.

     FRETAMEnTo
     Contrato segundo o qual o fretador cede a embarcao a um terceiro (afreta-



34
dor). Poder ser por viagem (Voyage Charter Party  VCP), por tempo (Time
Charter Party  TCP) ou visando a uma partida de mercadoria envolvendo
vrios navios (Contract Of Afreightment  COA ). O fretamento a casco nu en-
volve no s a cesso dos espaos de carga do navio mas, tambm, a prpria
armao do navio, em que o cessionrio ser o empregador da tripulao.

FUnDEAR
Ancorar, manobra de lanar uma ncora ao fundo, para com ela manter o
navio seguro por meio de sua amarra. 2. Surgir num porto ou baa.




                                                                               35
G
     GALinHAs
     Denominao dada queles que tinham subempregos no Porto de Paranagu.
     Para driblar o sistema formal de trabalho em escalas, alguns trabalhadores "ter-
     ceirizavam" o servio mandando para o trabalho uma outra pessoa (o galinha),
     pagando pelo trabalho um valor bem menor daquele pago na formalidade. Com
     a instituio dos sistemas de segurana para a entrada de trabalhadores na
     faixa porturia, este problema foi extinto em Paranagu.

     GAMAR
     Grupo setorial de gesto ambiental mar e terra. Departamento da Adminis-
     trao dos Portos de Paranagu e Antonina (Appa), criado em novembro de
     2004. Seu objetivo principal  planejar, pesquisar, controlar e monitorar os
     assuntos relativos s interfaces ambientais mar e terra em consonncia com
     as atividades porturias.

     GARGALo oU BoTTLEnECK
     Instalao, funo, departamento ou recurso que impede a produo, pois
     sua capacidade  inferior ou idntica  demanda.

     GRAB
     Tipo de movimentao de carga utilizadas para carregar e descarregar car-
     gas a granel

     GRAnEL LQUiDo
     Todo lquido transportado diretamente nos pores do navio, sem embalagem
     e em grandes quantidades, e que  movimentado por dutos por meio de
     bombas. Ex.: lcool, gasolina, suco de laranja, melao, etc.

     GRAnEL sLiDo
     Todo slido fragmentado ou gro vegetal transportado diretamente nos pores
     do navio, sem embalagem e em grandes quantidades, e que  movimentado
     por transportadores automticos, tipo pneumtico ou de arraste e similares ou
     aparelhos mecnicos, tais como eletroim ou caamba automtica. Ex.: carvo,
     sal, trigo em gro, minrio de ferro, etc.

     GRAnEL
     Carga quase sempre homognea, no embalada, carregada diretamente nos
     pores dos navios. Ela  subdividida em granel slido e granel lquido.

     GUAPoR
     A Guarda Porturia dos Portos de Paranagu e Antonina foi criada em 24 de
     setembro de 1987 atravs de concurso pblico. Hoje, a Guapor conta com
     107 homens, sendo que oito foram integrados ao grupo em 2006 por meio do




38
ltimo concurso pblico realizado pela Administrao dos Portos de Paranagu e
Antonina (Appa). A corporao tem formao pra-militar e em tempos de crise
pode ser convocada pela Marinha do Brasil.




                                                                                 39
H
     HARBoR CRAnE
     Guindastes mveis sobre pneus para movimentao de cargas.

     HinTERLAnD oU HinTERLnDiA
      o potencial gerador de cargas do porto ou sua rea de influncia terrestre.

     HUB PoRT
     Porto de transbordo, aquele porto concentrador de cargas e de linhas de
     navegao.

     HyPRo
     Farelo de soja de alta protena.




42
I
     inTERFACE
     Denominao dada ao contato entre duas modalidades de transporte
     (rodovia-ferrovia). Diz-se que a interligao dos sistemas de transportes 
     feita nos interfaces e terminais.

     isPs CoDE
     O Cdigo Internacional para Segurana de Navios e Instalaes Porturias
     (ISPS Code, na sigla em ingls),  uma norma internacional de segurana
     para controle de acessos e monitoramento. As medidas foram adotadas
     depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York. Por exigncia dos
     Estados Unidos, os portos do mundo todo tiveram que adotar medias espe-
     ciais de segurana mais rgidas.
     No Brasil, as inspees dos terminais e a concesses dos certificados so
     responsabilidade da Comisso Nacional de Segurana Pblica nos Portos,
     Terminais e Vias Navegveis (Conportos), seguindo o cdigo internacional
     passado pela Organizao Martima Internacional (IMO, na sigla em ingls).




44
J
     JAnELA PBLiCA DE ATRACAo
     Modelo vigente em Paranagu desde 2007, as janelas pblicas so ofereci-
     das com dia e hora pr-estabelecidos para os servios semanais regulares de
     navios full contineres que, por meio de solicitao formal, comprovem inte-
     resse, demanda de carga e freqncia semanal. O armador deve apresentar
     uma movimentao mnima superior a 180 movimentos por atracao, ou
     seja, uso mnimo de seis horas do cais comercial para suas operaes.




46
L
     LARGo
     Mar alto. Toda poro de mar que est fora da vista da terra. Diz-se que
     uma embarcao nessa situao est ao largo.

     LAsTRo
     Qualquer corpo pesado posto no fundo ou no poro do barco para aumen-
     tar-lhe a estabilidade. O lastro pode ser de gua, areia, cascalho ou ferro.
     No Nordeste brasileiro, conjunto de paus que forma o corpo das jangadas.

     LAyDAy oU LAyTiME
     Estadia do navio no porto, que significa perodo previsto para acontecer a
     operao (atracar, carregar e zarpar).

     LGUA MARTiMA
     Antiga medida nutica, equivalente a 5.555,5 metros e que corresponde 
     vigsima parte do grande meridiano terrestre.

     LEi 8.630
     Lei n. 8.630, de 25 de fevereiro de 1993. Ficou conhecida como lei dos
     portos. Trouxe uma profunda reformulao nos conceitos postos em prtica
     na vida porturia brasileira, notadamente no que diz respeito  explorao
     das instalaes porturias,  prestao dos servios porturios, s relaes
     capital-trabalho no trabalho porturio,  Administrao Porturia e  partici-
     pao do Estado na atividade porturia.

     LinGADA
     Amarrado de mercadorias correspondentes  poro a ser iada por
     guindaste ou pau-de-carga.

     LoGsTiCA
      o processo de planejar, executar e controlar eficientemente, a custo cor-
     reto, o transporte, movimentao e amazenagem de produtos dentro e fora
     das empresas, garantindo a integridade e os prazos de entrega dos produtos
     aos usurios e clientes.

     LonGo CURso
     Diz-se da navegao que proporciona contato entre pases. Por isso, costu-
     ma-se dizer: mercadorias de longo curso, tarifas de longo curso, transporte
     de longo curso etc




48
M
     MAR
     Movimento peridico de elevao e queda do nvel das guas do mar, gerado
     sobretudo pela atrao do sol e, principalmente, da luz (que, por estar mais
     perto da Terra, exerce mais que o dobro da atrao do sol, embora tenha
     uma massa incomparavelmente menor que a do astro. Durante um dia
     lunar (24 horas e cinqenta minutos), h duas mars altas e duas baixas e
     o horrio em que ocorrem varia segundo a passagem da lua pelo meridiano
     correspondente, o que em geral ocorre cerca de cinqenta minutos mais
     tarde a cada dia.

     MARinHA MERCAnTE
     Diz-se da totalidade de navios particulares a servio do comrcio internacio-
     nal ou de um s pas.

     MDE
     Planilha elaborada pelo departamento de estatstica da Administrao dos
     Portos de paranagu e Antonina (Appa) que aponta o Movimento Dirio de
     Embarcaes. Mostra os navios atracados, esperados e programados dos
     portos de Paranagu e Antonina.

     MDM
     Planilha elaborada pelo departamento de estatstica da Administrao dos
     Portos de paranagu e Antonina (Appa) que aponta Movimento Dirio das
     Mercadorias. A tabela traz as cargas divididas em grupos e tambm especifi-
     cadas. Alm de trazer a movimentao mensal, aponta o acumulado do ano
     e o comparativo com o ano anterior.

     METAnoL
     O metanol (CH3OH) ou lcool metlico  um composto qumico encontrado
     na forma lquida, com ponto de fuso de -98C, inflamvel e possui uma
     chama invisvel. Para se obter o metanol, existem duas maneiras: a destila-
     o de madeiras ou a reao do gs de sntese vindos de origem fssil.

     MHC
     Da sigla em ingls Mobile Harbour Crane.  um guindaste mvel utilizado
     para a movimentao de contineres.

     MiLHA
     A milha martima  a unidade de distncia equivalente ao comprimento de
     um arco de um minuto do meridiano terrestre. Seu valor, com ligeiro arre-
     dondamento, foi fixado em 1.852 metros pela Conveno Internacional para
     a Salvaguarda da Vida Humana no Mar.




50
MoDAis
So os tipos/meios de transporte existentes. So eles ferrovirio (feito por
ferrovias), rodovirio (feito por rodovias), hidrovirio (feito pela gua), duto-
virio (feito pelos dutos) e aerovirio (feito de forma area).

MoEGA
Denominao dada a uma instalao porturia especialmente aparelhada
para a movimentao de determinados graneis slidos. A moega tem um
formato prprio para receber e destinar graneis slidos s correias transpor-
tadoras, vages ou caminhes.

MoViMEnTAo
Tonelagem de carga que o operador porturio movimenta nos navios que
chegam e saem do porto.




                                                                                    51
N
     nAVEGAo DE APoio MARTiMo
      a realizada para o apoio logstico a embarcaes e instalaes em guas
     territoriais nacionais e na Zona Econmica, que atuem nas atividades de
     pesquisa e lavra de minerais e hidrocarbonetos.

     nAVEGAo DE APoio PoRTURio
     Realizada exclusivamente nos portos e terminais aquavirios, para atendi-
     mento a embarcaes e instalaes porturias.

     nAVEGAo DE CABoTAGEM
      aquela realizada entre os portos ou pontos do mesmo continente, utilizan-
     do a via martima ou estas e as vias navegveis interiores.

     nAVEGAo inTERioR
      aquela realizada em hidrovias interiores, em percurso nacional ou interna-
     cional.

     nAVEGAo DE LonGo CURso
     Navegao realizada entre portos brasileiros e estrangeiros.

     nAVio AnUnCiADo
     Anncio feito pelo armador ou pelo agente do navio com a previso de che-
     gada da embarcao ao porto de destino.

     nAVios AERoViRio oU PoRTA-AViEs
     So os navios utilizados pelas Foras Armadas (Marinha) para o transporte
     de avies, at a zona principal de atuao dos mesmos. Servem como uma
     base mvel de operao, inclusive com pista de pousos e decolagens.

     nAVios DE CARGA GERAL
     So os navios que transportam vrios tipos de cargas, geralmente em
     pequenos lotes  sacarias, caixas, veculos encaixotados ou sobre rodas,
     bobinas de papel de imprensa, vergalhes, barris, barricas, etc. Tem abertu-
     ras retangulares no convs principal e cobertas de carga chamadas escoti-
     lhas de carga, por onde a carga  embarcada para ser estivada nas cobertas
     e pores. A carga  iada ou arriada do cais para bordo ou vice-versa pelo
     equipamento do navio (paus de carga e ou guindastes) ou pelo existente no
     porto.

     nAVios GAsEiRos
     So os navios destinados ao transporte de gases liquefeitos. Se caracteri-
     zam por apresentarem acima do convs principal tanques tpicos de formato
     arredondado.



54
nAVios GRAnELEiRos
So os navios destinados ao transporte de grandes quantidades de carga a
granel: milho, trigo, soja, minrio de ferro, etc. Se caracterizam por longo
convs principal onde o nico destaque so os pores.

nAVios DE oPERAo PoR RoLAMEnTo (RoLL-on
RoLL-oFF/Ro-Ro)
So os navios em que a carga entra e sai dos pores e cobertas, na horizon-
tal ou quase horizontal, geralmente sobre rodas (automveis, nibus, cami-
nhes) ou sobre veculos (geralmente carretas, trailers, estrados volantes,
etc.). Existem vrios tipos de RoRos, como os porta- carros, porta-carretas,
multi-propsitos, etc., todos se caracterizando pela grande altura do costado
e pela rampa na parte de r da embarcao.

nAVios oRE-oiL
So os navios de carga combinada, ou seja, transportam minrio e petrleo.

nAVios DE PAssAGEiRos
So os navios que tem a finalidade nica de transportar pessoas e suas
bagagens. Pode ser para viagens normais como para cruzeiros tursticos.
Possuem uma estrutura voltada ao lazer, como restaurantes de luxo, cassi-
nos, bares, cinema, boite, lojas, piscina, salo de jogos e ginstica, etc.

nAVios PoRTA  ConTinEREs
So os navios semelhantes aos navios de carga geral mas normalmente no
possuem alm de um ou dois mastros simples sem paus de carga. As esco-
tilhas de carga abrangem praticamente toda a rea do convs e so provi-
das de guias para encaixar os continers nos pores. Alguns desses navios
apresentam guindastes especiais.

nAVio PRoGRAMADo
Navio que j consta na programao do Departamento de Operaes e est
apto para a atracao, inclusive com documentao checada.

nAVios QUMiCos
So os navios parecidos com os gaseiros, transportando cargas qumicas
especiais, tais como: enxofre lquido, cido fosfrico, soda custica, etc.

nAVios REBoCADoREs
So os navios utilizados para puxar, empurrar e manobrar todos os tipos
de navios. Geralmente utilizados para manobras de grandes navios na zona
porturia e canais de acesso aos portos. Pode tambm socorrer navios em
alto-mar, rebocando-os para zonas seguras; e puxar navios encalhados em



                                                                                55
     bancos de areia. Apesar de pequenos, possuem grande potncia de motor.

     nAVios TAnQUE
     So os navios para transporte de petrleo bruto e produtos refinados (lcool,
     gasolina, diesel, querosene, etc.). Se caracterizam por sua superestrutura a
     r e longo convs principal quase sempre tendo  meia nau uma ponte que
     vai desde a superestrutura at a proa. Essa ponte  uma precauo para a
     segurana do pessoal, pois os navios tanques carregados passam a ter uma
     pequena borda livre, fazendo com que no mar seu convs seja "lavado" com
     frequncia pelas ondas.

     nEGCios sPoT
     O termo "spot"  usado nas bolsas de mercadorias para se referir a negcios
     realizados com pagamento  vista e pronta entrega da mercadoria, em opo-
     sio aos mercado futuros e a termo. A entrega no significa entrega fsica,
     mas sim a entrega de determinado montante de dinheiro correspondente
      quantidade de mercadoria negociada. Um exemplo de mercado spot  o
     mercado de petrleo do porto de Rotterd.

     nM
     Nautic Mile ou Milha Martima.  uma unidade de medida de comprimento
     ou distncia, equivalente a 1852 m

     n
     Medida de velocidade correspondente a uma milha por hora (1.852 metros/
     hora).

     nVoCC
     O NVOCC (non-vessel-operating common carrier)  um Operador de Trans-
     porte, no Armador, que emite conhecimento de embarque prprio e que
     trabalha na exportao para um pas, atendendo aos embarcadores de
     pequenos volumes.




56
O
     oGMo
     rgo Gestor de Mo-de-Obra. Sua instituio em cada porto organizado
      obrigatria, de acordo com a Lei 8.630. Responsvel por administrar e
     regular a mo-de-obra porturia, garantindo ao trabalhador acesso regu-
     lar ao trabalho e remunerao estvel, alm disso, promove o treinamento
     multifuncional, a habilitao profissional e a seleo dos trabalhadores. As
     despesas com a sua manuteno so custeadas pelos operadores portu-
     rios, e os recursos arrecadados devem ser empregados, prioritariamente, na
     administrao e na qualificao da mo-de-obra porturia avulsa.

     oPERAo PoRTURiA
     Movimentao de passageiros, de movimentao de cargas ou armazena-
     gem de mercadorias destinados ou provenientes de transporte aquavirio,
     realizada no porto organizado por operadores porturios.

     oPERADoR PoRTURio
     Entidade que se credencia no porto para atender os navios e requisitar os
     Trabalhadores Porturios Avulsos (TPAs). Pessoa jurdica pr-qualificada para
     a execuo da operao porturia na rea do Porto Organizado.
     O operador porturio  responsvel, perante a autoridade aduaneira, pelas
     mercadorias sujeitas a controle aduaneiro, no perodo em que essas lhe es-
     tejam confiadas ou quando tenha controle ou uso exclusivo de rea do porto
     onde se acham depositadas ou devam transitar.

     oVA/DEsoVA
     Ato de carregar e descarregar mercadorias de contineres.




58
P
     PALETiZAo
     Processo pelo qual vrios volumes (sacos, caixas, tambores, rolos de arame,
     etc.) so colocados sobre um estrado ou "palete".

     PALLETs
     Denominao dada a um estrado de madeira usado na movimentao e
     empilhamento de mercadorias; tabuleiro. Caracteriza-se tambm como um
     acessrio de dimenses definidas, dotado de dispositivo de apoio para o
     garfo das empilhadeiras e conexo com os lingados, utilizado para o acon-
     dicionamento de diversos tipos de cargas, possibilitando o seu manuseio de
     forma unitizada.

     PAnAMAX
     Nome que se d ao navio graneleiro ou navio-tanque, cujas dimenses (275
     metros de comprimento) permitem seu trnsito no canal do Panam.

     PARAnAGU PiLoTs
     Sociedade civil que congrega prticos responsveis por realizar os servios
     de praticagem nos portos de Paranagu e Antonina (www.paranaguapilots.
     com.br).

     PTio PBLiCo DE TRiAGEM
     Local com 330 mil m de rea, que comporta cerca de 1.300 caminhes. To-
     dos os caminhes carregados com gros (soja, milho e farelo) que chegam
     a Paranagu so obrigados a passar pelo Ptio para verificao documental
     e fsica da carga. O local oferece infra-estrutura aos caminhoneiros, com
     cantinas, banheiros, segurana e servios diversos.

     PAU-DE-CARGA
     Tipo de aparelho de movimentao de peso que consiste numa verga
     (lana), que posiciona a carga suspensa por cabos. Normalmente,  fixada
     ao mastro e postada junto a escotilha (abertura do poro). O pau-de-carga
     completo  constitudo de aparelho de acionamento, aparelho de lingada e
     guincho (fixado numa mesa de operao no convs, onde  operado pelo
     guincheiro).

     PCC
     Pure car carrier. Navios que s carregam carros.

     PDZPo
     Planos de Desenvolvimento e Zoneamentos dos Portos.




60
P
Unidade de medida linear anglo-saxnica equivalente a 12 polegadas ou a
30,48 centmetros.

PEAo
Fixao da carga nos pores ou conveses da embarcao, visando evitar sua
avaria pelo balano do mar. Despeao: desfazer a peao.

PEsAGEM
Servio especial que o porto presta aos seus usurios, que consiste na
pesagem de volumes por unidade ou de carga a granel, transportados por
caminhes ou vages.


PEsCAnTEs
Equipamento instalado em solo para carregar e descarregar cargas. No se
movimenta no cais.

P&i CLUB
Clube de Proteo e Indenizao. Entidade internacional constituda de
associao de seguradores e armadores, a qual expede seguro mtuo de
proteo de indenizao, referentes a danos causados a terceiros pelos seus
segurados e membros.

PER
Parte do cais que avana sobre o mar em linha reta ou em "L".

PoiTAs
Blocos de concretos para segurar bias de sinalizao existentes ao longo do
canal dos portos.

PoLEGADA
Unidade de medida inglesa equivalente a 25.3995 milmetros ou, por aproxi-
mao, a 25,4 milmetros.

PonTA Do FLiX
Localizado na cidade de Antonina, o terminal da Ponta do Flix  um espao
arrendado pela Appa e oferece dois beros de atracao. Opera principal-
mente com o embarque de carne congelada tipo break bulk (carga solta).

PonTA Do Poo
Municpio de Pontal do Paran, Litoral do Paran, onde ser construdo o
Porto Pblico do Mercosul.



                                                                               61
     PoPA
     Parte posterior do navio.

     PoRTAinER
      um guindaste de grande porte utilizado para carregar e descarregar con-
     tineres em navios. Tem uma braadeira de levantamento especial adaptada
     para encaixar nos cantos do continer.

     PoRTo BARo DE TEFF
     Localizado na cidade de Antonina, o terminal Baro de Teff  gerido pela
     Administrao dos Portos de Paranagu e Antonina (Appa) e passa por obras
     de revitalizao para oferecer operaes para movimentao de cargas de
     alto valor agregado, como ao, bobinas de papel, madeira e congelados,
     complementarmente ao Porto de Paranagu.

     PoRTo DoM PEDRo ii
      como foi batizado o Porto de Paranagu, segundo maior porto brasileiro
     em movimentao de cargas, com 19 beros de atracao e uma rea de
     abrangncia de 800 mil metros quadrados.  considerado o maior porto
     graneleiro da Amrica Latina e opera tambm com diversas cargas, como
     contineres, veculos, congelados, papel, madeira, fertilizantes e lquidos.

     PoRTo oRGAniZADo
      o porto construdo e aparelhado para atender s necessidades da nave-
     gao e da movimentao e armazenagem de mercadorias, concedido ou
     explorado pela Unio, cujo trfego e operaes porturias estejam sob a
     jurisdio de uma autoridade porturia. As funes no porto organizado so
     exercidas, de forma integrada e harmnica, pela a Administrao do Porto,
     denominada autoridade porturia, e as autoridades aduaneira, martima,
     sanitria, de sade e de polcia martima.

     PoRTo PBLiCo Do MERCosUL
     Empreendimento que ser construdo com recursos da Administrao dos
     Portos de Paranagu e Antonina (Appa) e ser um hub port, ou seja, um
     porto concentrador de cargas e linhas de navegao, dedicado ao transbor-
     do de cargas.

     PoRTo sECo
      um terminal alfandegrio que tem a funo de facilitar o despacho adua-
     neiro de importao e exportao longe do litoral.

     Ps-PAnAMAX
     Denominao dada a todos os navios que possuem boca maior do que a



62
largura do Canal do Param (32,3 metros).

PRAnCHA DE CARREGAMEnTo
Faz parte das normas de operao dos portos, e significa a tonelagem mni-
ma estabelecida que ser operada num perodo de seis horas.

PRTiCo
Profissional especializado, com grande experincia e conhecimentos tcnicos
de navegao e de conduo e manobra de navios, bem como das particu-
laridades locais, correntes e variaes de mars, ventos reinantes e limita-
es dos pontos de acostagem e os perigos submersos ou no. Assessora o
comandante na conduo segura do navio em reas de navegao restrita
ou sensveis para o meio ambiente.

PRoA
Parte anterior do navio.

PRUMo
Dispositivo para determinar a profundidade da gua onde est a embarcao
e, s vezes, a natureza do fundo.




                                                                               63
Q
     QUEBRA-MAREs
     Construo que recebe e rechaa o mpeto das ondas ou das correntes, de-
     fendendo as embarcaes que se recolhem num porto, baa ou outro ponto
     da costa. O quebra-mar se diferencia do molhe por no possuir ligao com
     a terra, enquanto que este sempre parte de um ponto em terra.

     QUiLHA
     Pea disposta em todo o comprimento do casco no plano diametral, na parte
     mais baixa da embarcao; constitui a "espinha dorsal" do navio. Nas dosa-
     gens e nos encalhes, a quilha suporta os maiores esforos.




66
R
     REBoCADoR
     Pequena embarcao utilizada para rebocar navios ou manobr-los com
     segurana em reas dos portos.

     RECEiTA CAMBiAL
     Valor gerado pelas exportaes de mercadorias.

     REEFER
     Continer que possui sistema de refrigerao, com cmaras frias para pre-
     servar de produtos perecveis em baixas temperaturas.

     RoTA
     Caminho seguido por uma embarcao




68
S
     sACA
     medida que equivale a 60 kg.

     sECRETARiA EsPECiAL DE PoRTos
     Com status de Ministrio, cabe  Secretaria as atribuies e competncias
     relativas a portos martimos e a portos outorgados s companhias docas,
     estabelecidas em leis gerais ou especficas ao Ministrio dos Transportes e
     ao Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).

     sEPARADoR
     Estrutura flutuante, com defensas laterais, utilizada para afastar o navio do
     cais

     sHiPLoADER
     Carregador de navios, equipamento porturio mvel em forma de torre, com
     um tubo ou um tnel que  projetado para um bero, destinado ao carrega-
     mento de carga a granel atravs de correias transportadoras, diretamente de
     um armazm ou silo aos pores do navio.

     siLo
     Armazm. Podem ser verticais ou horizontais. Os verticais recebem as cargas
     por meio de elevadores e a expedio acontece exclusivamente por gravi-
     dade, sem uso de equipamentos. Nos horizontais as cargas so depositadas
     no nvel do solo e, no momento de expedio, parte  transportada pela
     gravidade e parte com o uso de equipamentos.

     sinDAPAR
     Sindicato das Agncias de Navegao Martima do Estado do Paran (www.
     sindapar.com.br)

     sinDoP
     Sindicato dos Operadores Porturios do Estado do Paran (www.sindop.org.
     br)

     sTRADLE CARRiER
     Equipamento utilizado para estocagem dos contineres no parque de estoca-
     gem, possibilitando a superposio de trs contineres.

     soRGo
     Sorghum bicolor L. Moench.  o quinto cereal mais importante no mundo,
     antecedido pelo trigo, arroz, milho e cevada.  alimento humano em muitos
     pases da frica, Sul da sia e Amrica Central e importante componente da
     alimentao animal nos Estados Unidos, Austrlia e Amrica do Sul.



70
T
     TBUAs nUTiCAs
     Tbuas com auxlio das quais se calcula a posio do navio no mar, resolven-
     do determinadas frmulas trigonomtricas do tringulo da posio.

     TALHAR
     Jargo porturio que significa que o navio j terminou de carregar ou des-
     carregar a carga.

     TARiFA PoRTURiA
     Pauta de preos pela qual a administrao do porto cobre os servios presta-
     dos aos usurios. No Paran, so cobradas trs tarifas: Infraport, Infracais e
     Inframar.

     TAXA DE oCUPAo Do CAis
     Relao entre o somatrio dos produtos dos comprimentos das embarcaes
     pelo tempo de atracao de cada embarcao e o produto do comprimento
     do cais pelo nmero de dias do ms da operao.

     TCP
     Terminal de Contineres de Paranagu (www.tcp.com.br).

     TERMinAL
     Ponto inicial ou final para embarque e/ou desembarque de cargas e passa-
     geiros.

     TERMinAL DE Uso PRiVATiVo (TUP)
      a instalao construda ou a ser implantada por instituies privadas ou
     pblicas, no integrante do patrimnio do Porto Pblico, para a movimenta-
     o e armazenagem de mercadorias destinadas ao transporte aquavirio ou
     provenientes dele.

     TERno
      cada equipe de trabalho a bordo. Normalmente, em cada poro em que
     haja movimentao de mercadorias h um terno de trabalhadores escalado.

     TEU (TWEnTy FooT EQUiVALEnT UniT)
     Tamanho padro de continer intermodal de 20 ps.

     TPA
     Trabalhadores Porturios Avulsos. Trabalhadores autnomos, filiados ao
     OGMO, que prestam servio  atividade porturia em geral. No Paran,
     esto divididos em seis categorias: estivadores, conferentes, consertadores,
     arrumadores, vigias e bloco.



72
TRADE
Expresso em ingls para denominar o comrcio (distribuidores, represen-
tantes, atacadistas, varejistas, etc.).

TRAnsBoRDo oU TRAnsHiPMEnT
Transferir mercadorias de um para outro meio de transporte ou veculo, no
decorrer do percurso da operao de entrega.

TRAnsTinER
Equipamento utilizado no parque de estocagem, tendo como chassi ou
vages, no caso do mesmo ser assentado em linhas frreas, bem como
empilhar os contineres at uma altura mxima de quatro unidades. No caso
de haver insuficincia de rea de estocagem, o transtiner  aconselhvel,
uma vez que possibilita melhor utilizao da rea disponvel, objetivando o
encaminhamento ao descarregamento ou estocagem.

TRAPiCHE
Armazm de mercadorias junto ao cais.

TURno
Cada uma das divises do horrio de trabalho. Nos Portos do Paran existem
quatro turnos de seis horas.

TWisTLoCKs
Tratam-se de pequenas peas colocadas em cada canto de cada continer
que o prende aos demais contineres acima e abaixo dele.




                                                                              73
V
     VAZAnTE
     Movimento descendente do nvel do mar, que comea na preamar e culmina
     com a baixa-mar, durando em mdia um perodo de seis horas. 2. Refluxo.
     3. Mar descendente.

     ViGiAs
     Trabalhadores pagos pela agncia martima (que  representante do arma-
     dor) para vigiar o navio.




76
FonTEs


http://www.portaldoexportador.gov.br/

http://www.antaq.gov.br/

http://www.portogente.com.br

Manual Porturio  Secretaria de Inspeo do
Trabalho (http://www.prt7.mpt.gov.br/at_por-
tuario/Manual_Portuario.pdf)

http://www.guialog.com.br/info-newsB.htm)

Novo Dicionrio Aurlio da Lngua Portuguesa
